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Por: Renata Nascimento 

A Prefeitura de Diadema promoveu, nesta terça-feira (11/6), o Seminário Municipal Materna Infantil que reuniu mais de 300 profissionais de saúde, educação, transporte, assistência social e representantes da população e de instituições regionais e estadual de saúde para debater sobre as políticas públicas voltadas para a área em busca da redução da mortalidade materna fetal infantil.

Diadema já conquistou bom resultados e, em 2018, apresentou a menor taxa de mortalidade infantil da história do município: 10,94 para cada mil nascidos vivos. "A queda é reflexo de um processo de rede materna infantil que começa a colher os frutos. O desafio é manter a taxa e levá-la para apenas um dígito (menor que 10), resultado próximo a países desenvolvidos”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Luís Cláudio Sartori.

A redução da taxa também é resultado do trabalho desenvolvido por uma equipe multiprofissional em diversas áreas. Na Saúde, Diadema revisou e implantou novos protocolos de atendimento, garantindo a visita da gestante para conhecer a maternidade antes do parto. Além disso, há troca de informações entre os serviços de saúde. “Quando uma gestante passa no Pronto Atendimento, por exemplo, a Atenção Básica é avisada. Assim, quando o profissional da equipe de Saúde da Família faz a visita domiciliar, já tem a informação do que aconteceu e aí o atendimento é mais qualificado”, explica Adriana Ferre, coordenadora do Comitê de Mortalidade Materna Fetal e Infantil da Secretaria Municipal de Diadema.

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), há ainda o trabalho desenvolvido por tutores de aleitamento materno e alimentação saudável, educação permanente para as equipes, monitoramento de casos complexos e que necessitem de atuação dos demais serviços da rede, como gravidez indesejada, violência, sífilis, HIV, vulnerabilidade social, entre outros.

“Quem faz o pré-natal? Todos nós. Todas as secretarias são envolvidas, tem responsabilidade e pode fazer a diferença na vida de cada um”, afirma Ferre. Os secretários de Assistência Social e Cidadania, Carol Rocha, de Educação, Cacá Viana, de Transportes, José Carlos Gonçalves, estiveram presentes e apresentaram iniciativas de cada área para auxiliar nesse processo.

Para o prefeito de Diadema, o seminário foi importante para contextualizar Diadema dentro do cenário nacional. “Diadema é o segundo município do estado que mais investe em saúde. É motivo de orgulho estar aqui. Essa conquista, da queda da taxa de mortalidade, é coletiva”.

 

Óbito materno e infantil

O óbito materno acontece durante a gravidez, parto ou até 42 dias depois da gestação com causa relacionada à gestação e/ou ao parto. Em 1990, o índice era de 143,2 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos no Brasil. Em 2017, a taxa diminuiu para 64,5 para cada 100mil nascidos vivos, uma queda de 55%. 

“As principais causas de morte são decorrentes de hipertensão, hemorragia, infecção puerperal, aborto, AIDS e doenças do aparelho circulatório e respiratório e doenças parasitárias”, explicou o médico sanitarista e epidemiologista, Dácio de Lyra Rabello Neto. 

As principais causas de mortes infantis estão relacionadas a mal formação congênita, prematuridade, fatores maternos, infecções perinatais, asfixia/hipoxia,  infecção da criança, causas externas e desnutrição. No Estado de São Paulo, no ano de 2018, a taxa de mortalidade infantil ficou em 10,77 a cada mil nascidos vivos. A regional em 10,11 e Diadema chegou a 11,28. “Historicamente, Diadema sempre teve uma taxa mais lata de mortalidade infantil. Mas de alguns anos para cá vem diminuindo”, ressaltou Odete Yaeko Uehara Yoneda, coordenadora dos Comitês de Mortalidade Materna Fetal e Infantil do Grande ABC da Secretaria Estadual da Saúde (SES).

A diretora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIVS) da SES, Cátia Martinez, reconhece positivamente que Diadema está na contramão. “A tendência não é de queda da mortalidade infantil. O trabalho de informação é fundamental para investigar as causas, conhecer a realidade e os indicadores de saúde. Diadema tem um comitê atuante que faz a diferença”, pontuou.

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