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José Evaldo Gonçalo

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Na primeira quinzena de outubro a Prefeitura de Diadema vai encaminhar à Câmara Municipal o projeto de lei do Plano de Mobilidade Urbana, documento que vai nortear as ações e os projetos a serem realizados na cidade nos próximos dez anos. Depois de encerradas as audiências públicas com segmentos do setor e recebidas as propostas da população, o texto do Plano está sendo finalizado pelos técnicos da Secretaria de Mobilidade e Transporte.

Diadema está atrasada, pois a maioria das cidades de seu porte já tem esse importante e estratégico instrumento de mobilidade urbana, uma exigência da legislação federal. Sem ele, inclusive, não existe a possibilidade de conseguir qualquer tipo de financiamento.

"O Plano de Mobilidade representa a definição de tudo aquilo que nós queremos para o município e o que devemos fazer para alcançar melhoria de todos os meios de locomoção, dentro da nossa filosofia de privilegiar a locomoção a pé e de bicicleta e o transporte coletivo", disse o secretário José Evaldo. 

Ruas verdes e ciclovias

Ele comentou que, atualmente, 44% dos deslocamentos da cidade são feitos a pé – um dos maiores percentuais nas cidades da região metropolitana – mas as calçadas são estreitas e precárias, com degraus e desníveis.

O Plano repensa o conceito de calçada, na ampliação de seus espaços e na acessibilidade, e aponta a necessidade de implantar, entre outras ações, as ruas verdes e faixas elevadas para travessia. “Como o pedestre é a base central do Plano, um dos nossos desafios será estabelecer ações e conseguir realizá-las alinhadas ao desejo da população”, explicou o secretário.

Outro desafio será implementar uma infra-estrutura de ciclovias e ciclofaixas considerando as restrições de espaço impostas pelo desenho do sistema viário de Diadema. José Evaldo acredita que será possível encontrar soluções para construir mais de 100 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas nos próximos anos.

Terminais e estações de transferência

O desafio é maior em relação à proposta de requalificar o transporte coletivo e implantar um modelo que atenda melhor os núcleos habitacionais nesta que é a cidade de maior densidade populacional do país que foi ocupada desordenadamente.

A solução exige a realização de obras e viadutos nas vias mais importantes e a construção de uma estrutura. “Entre nossas propostas estão quatro terminais e algumas estações de transferência, que vão encurtar o tempo de deslocamento com o usuário pagando apenas uma tarifa”, explicou José Evaldo.

Para buscar maior eficiência no controle da circulação dos carros, o Plano também faz proposta para a regularização de todos os serviços de transporte da cidade – carga, aplicativo, taxi e escolar – qualifica o sistema do estacionamento rotativo e cria obrigatoriedade de as construtoras realizarem intervenções que reduzam o impacto do empreendimento na qualidade da mobilidade.

José Evaldo disse que o Plano de Mobilidade está alinhado ao Plano Plurianual Participativo e às propostas encaminhadas da população, que participou diretamente na definição de suas ações e intervenções. “Quando a gente ouve os moradores o risco de errar é menor e as possibilidades de avançar são maiores”, concluiu.