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A volta do Programa Adolescente Aprendiz de Diadema se cristalizou em reunião na manhã desta quinta-feira. Educadores e coordenadores do projeto se reuniram com o prefeito Filippi em encontro de início de trabalho com objetivo de mobilizar, integrar e realçar a importância da ação, cujo foco é reduzir a desigualdade de oportunidades em jovens de baixa renda da cidade. As atividades do Adolescente Aprendiz retornam neste mês.

A atividade aconteceu na Rede Cultural Beija-Flor, parceira da Secretaria de Educação na volta do Adolescente Aprendiz. Vinte educadores, nove coordenadores, a secretária de Educação, Ana Lúcia Sanches, a presidente da Beija-Flor, Juliana Meyer, e Filippi se encontraram na sede da instituição, no Eldorado, em uma dinâmica de aproximação dos responsáveis pelo programa.

O Adolescente Aprendiz retorna depois de oito anos de interrupção dos serviços, com conceito ampliado de atendimento aos jovens de Diadema. Na primeira etapa, 500 adolescentes passarão por atividades para elevação da escolaridade, qualificação profissional e preparação para o acesso ao ensino superior. Até o fim do ano, serão 700 as pessoas atendidas. As atividades estão programadas para começar no dia 18 de março.

Filippi traçou o histórico do Adolescente Aprendiz, que ganhou projeção no começo dos anos 2000. Ele lembrou que, à época, um episódio de assassinato de uma criança de 10 anos na comunidade da Naval despertou a necessidade de um projeto que pudesse oferecer oportunidade aos jovens, em especial os de baixa renda e da periferia. “Era preciso enfrentar a violência com ações de rua, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, mas também de prevenção, com um olhar social para a família desse jovem. Precisávamos de uma cultura de paz integral”, citou.

À época, o programa teve início com atendimento de 50 adolescentes. No ápice, acolheu quase 10 mil jovens. Em 2013, a gestão anterior descaracterizou a força do Adolescente Aprendiz, que foi definitivamente interrompido no fim de 2014. A medida retorna, portanto, após anos de descaso e também em ambiente de retomada da educação em meio à pandemia. “Temos de ajudar a mudar a realidade dos jovens da nossa cidade. Não basta só a interpretação da sociedade. É preciso transformá-la”, afirmou Filippi.

Ana Lúcia ressaltou o fato de, no ano passado, a Câmara de Vereadores ter aprovado o projeto de lei que instituiu como programa o Adolescente Aprendiz. “Virou política de Estado, uma ação efetiva de melhoria da educação e da redução das desigualdades. Se não fizermos nada, são meninos e meninas condenadas à própria sorte. Mas o Adolescente Aprendiz está aí para mudar essa realidade.”

Juliana Meyer, da Rede Cultural Beija-Flor, enalteceu a montagem da equipe de educadores. “Sei que montamos um time de muita competência, pessoas com o mesmo pensamento da Beija-Flor, que não basta querer, é preciso fazer. Sabemos que há um abismo entre o querer e o fazer e somos do time do fazer.”